segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Considerações sobre o amor.

O celular da minha prima vibra. Ela o atende e, depois de um 'anhã', desliga e anuncia "Kiddo? Seu pai chegou."

O desespero bateu no fundo do meu estômago, como mil borboletas voando nele de uma só vez.
A ânsia de vômito subiu, mas em cerca de dois segundos consegui voltar a ponderar. Oh, man, eu estava tão fodida! Porque:

a) Eu estava bêbada. Meu pai simplesmente me mataria se percebesse as duas pingas, três tequilas e duas doses de rum que eu havia tomado e
b) Eu não tinha pegado ninguém. 

O item 'b' constituia um enorme problema por um simples fato: uma aposta. Parecera-me bem razoável a aposta que eu fizera com minhas amigas: na balada de hoje - a minha primeira festa, de fato - eu daria o meu primeiro beijo. Caso contrário, eu pagaria uma quantia - absurda para qualquer uma de nós - as minhas amigas. 

E, merda, pagar aquela aposta parecia bem real agora.

Mas eu não queria. Na verdade, eu simplesmente não podia. Os dois foras que eu dera aquela noite me pareceram bem despropositados. Idiota. Idiota. Idiota!

"Pelo amor de deus." Virei, desesperada, para o ficante da minha amiga "Me arruma um amigo seu. Qualquer um!" O rapaz pareceu surpreso: "Qualquer um?" Balancei a cabeça em afirmativo e ele foi em direção a uma roda de garotos. Cinco segundos depois, voltou, me puxando pelo pulso.

Fui parar nos braços de um garoto qualquer, de quem não perguntei nome nem lembro o rosto, e apenas me deu de lembrança duas marcas roxas sobre os lábios que gastaram muita maquiagem para serem cobertas.

Não posso dizer que me arrependo: se não houvesse acontecido naquele momento, eu teria ultrapassado a marca dos quinze sem nem ao menos um beijo dar. Minhas paixões são avassaladoras, impossíveis, curtas e nada memoráveis. Pois não há o que lembrar.

E apenas sigo na procura por um grande amor. Ou uma boa receita de marshmellow. O que vier primeiro.

{E o jeito com que você me ignora é tão bonito, mas tão bonito, que a cada dia meu lado masoquista te ama mais.}
{I'm the only sour cherry in the fruit stand, rigth?}
{E nunca houveram consequências pela bebedeira}

4 comentários:

  1. Oii

    Muito bom esse texto!!
    Tem continuação? Achei um ótimo começo pra uma história de amor...

    Mas mesmo se não tiver continuação está ótimo, é bom que nos faz imaginar...

    Amei!!!

    *-*

    Obrigada pela visita ao meu blog!! amei receber o seu carinho!!!

    Beeijo

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  2. olha, meu primeiro beijo foi aos 17! pasmem! e com meu primeiro namorado.. é difícil imaginar, mas eu fui pedida em namoro antes do primeiro beijo... mas pasmem de novo! durou 2 meses o namoro... kakakaka... depois de quase um ano resolvi que namorar de cara podia ser problema... fiquei com um menino e um mês depois começamos a namorar.. e pasmem!!! estamos juntos há quase 4 anos.. ^^
    obrigada pelo recado no blog! ^^

    bjsss

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  3. Kiddo, não se preocupe tudo tem seu tempo e quando vc e o ''cara'' se encontrarem, vai ser tudooo!!!! huahuahuahua
    Bjoss

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  4. Ei moça :)
    Obrigada pelo comentário lá no blog. Quanto a ele, bem, acho tá mais pra sempre queremos o que não temos :P
    Ótimo texto! Acho que primeiros beijos só deixam de ser um desastre quando percebemos que cada boca é um primeiro beijo único, não que não hajam mais desastres, mas é que, então, há paraísos também.
    bj!

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